Edição nº 6 Segunda-feira, 17 de agosto de 2026 Panorama

S.A.OSai do Asfalto Outdoor

Corrida de montanha · segundas, quartas e sextas · diário na semana de Chamonix

Antes de publicar · o que não pôde ser confirmado hoje

Esta edição é fechada sem revisão humana prévia. Hoje é dia de panorama, e panorama é a categoria de maior risco: é o dia em que se publica resultado. Um tempo errado numa comunidade pequena não se conserta. Leia os quatro primeiros itens antes de repassar qualquer coisa daqui — a maior prova do país terminou e ainda não tem resultado oficial.

  • La Misión Brasil · NÃO EXISTE RESULTADO OFICIAL. A página de resultados do evento devolve erro 404 e a home lista 2025, 2024, 2023, 2022 e 2019 — nada de 2026. O arquivo da cronometragem está congelado desde 14 de agosto às 12h22, com 61 classificados de 6.479 inscritos. Nas modalidades 80K, 55K, 25K, 15K e 7K a plataforma exibe "nenhuma classificação selecionada". Os tempos que publicamos abaixo são parciais de cronometragem, fonte única, sem homologação. parcial · não homologado
  • Do 110K da La Misión só há dois nomes no arquivo, e nenhuma mulher. A planilha parou 54 minutos depois da chegada do segundo colocado — por isso a lista tem dois. Não escreva "pódio do 110K": não temos o terceiro, não temos a vencedora feminina, não temos número de finalizadores nem taxa de DNF. Também não temos condição de clima na Serra Fina: nenhuma fonte publicou.
  • Não confunda o parcial com o oficial ao falar do 35K. O corte da planilha, na posição 59, é 6h19min54. O pódio masculino está inteiro dentro do corte, e por isso é sólido. O feminino provavelmente está certo, mas a lista não fechou — trate como provável, não como fechado. lista não fechada
  • Corrigindo o nosso próprio cronograma. Na edição de sexta publicamos que o 15K largava às 8h, conforme o regulamento. O cronograma oficial do evento diz 9h. E, mais importante: publicamos "as curtas são amanhã" num texto de sexta — o 80K, o 55K e o 35K largaram na sexta, 14 de agosto, e as curtas no sábado. Domingo não houve prova nenhuma, só devolução de drop bag e expo. Nossa agenda deu a entender que havia prova no domingo. Não havia.
  • Boréalys Mont-Tremblant · sabemos quem venceu e não sabemos mais nada. Dany Racine é o campeão da primeira edição — confirmado por duas manchetes distintas da Radio-Canada. O corpo das duas matérias devolve erro 403 na nossa apuração. Portanto: não temos o tempo dele, não temos confirmação de qual prova ele venceu (o mais provável é a Odyssée 100K, mas isso é dedução nossa) e não temos nenhum pódio. A página de resultados ao vivo do UTMB está inacessível daqui. tempo e prova não confirmados
  • Racine não estava na lista de elite divulgada pela organização. Isso sugere vitória de surpresa — mas é inferência a partir de uma ausência, não apuração. Não publique "zebra" como fato.
  • A Muralha · fonte única e um erro na própria fonte. Os tempos vêm da cronometradora, que publica só o top 5 de cada gênero, sem data de atualização. A página rotula o local como "Visconde de Mauá-SP" (a região é RJ/MG) e chama o percurso de "UP". O sentido do percurso de 2026 não está confirmado — o evento já correu nos dois. Total de finalizadores e categorias por idade: não publicados.
  • Retificação de peso · o selo ouro da CBAt. Publicamos duas vezes, com ressalva, que a La Misión seria a primeira prova de trail e montanha do Brasil a receber selo ouro da CBAt. Apurando na fonte: a CBAt não publicou nada sobre a prova — busca no site da própria confederação não devolve uma linha. E há um problema maior: o normativo público do Permit CBAt descreve o selo exclusivamente dentro de "Corridas de Rua", regido pela Norma 7, que trata de corridas de rua e ultramaratonas, sem mencionar trilha ou montanha. A partir de hoje, atribuímos a afirmação à organização do evento, não à CBAt, e ela fica pendente de confirmação na confederação. retificado
  • Retificação · a ITRA não está fora do ar. Declaramos na sexta que a ITRA estava inacessível. Está acessível e abre normalmente. O achado verdadeiro é outro, e é pior: a área de notícias da ITRA não registra publicação alguma desde 16 de abril de 2025 — cerca de dezesseis meses de silêncio, num ano de mudanças estruturais na modalidade. Isso é pauta, não ponto cego.
  • O tempo em Chamonix · uma fonte, e só tendência. A única leitura meteorológica específica publicada é de um veículo francês, hoje, 17 de agosto, e traz tendência, não número por prova: queda de temperatura, chuva possível, risco de trovoada, 12 a 17 °C em 24 de agosto. Não há previsão para CCC e UTMB, em 28 de agosto — a própria matéria diz que só será confiável de 24 a 72 horas antes. fonte única · tendência
  • Não escreva que o UTMB pode ser cancelado. Circula desde ontem uma matéria analítica sobre a "ameaça de cancelamento". Lendo com cuidado: nenhum dirigente declarou nada. O texto examina a cláusula do regulamento que autoriza adiar, neutralizar, alterar ou cancelar em caso de força maior, e cita precedentes de 2010, 2011 e 2012. É análise de imprensa, não posição oficial. A área de imprensa do UTMB não publicou nada desde 13 de agosto.
  • As listas de favoritos do UTMB divergem entre veículos. A lista por índice reportada por um veículo francês e a seleção editorial de um veículo britânico não trazem os mesmos nomes — critérios diferentes. Publicamos a lista por índice e dizemos que é por índice. Não some as duas.
  • Leadville · o percurso mudou, e não há lista de largada. A alteração por causa do incêndio está confirmada no guia oficial da prova. Mas nenhuma start list foi publicada — não citamos nome de inscrito, porque não há fonte. E atenção ao erro fácil da semana: o Leadville de sábado passado, 15 de agosto, foi o de mountain bike, vencido por Keegan Swenson e Melisa Rollins. A corrida é no dia 22.
  • Copa do Mundo da WMRA · a classificação pública está desatualizada. Os últimos pontos divulgados são de 14 de julho, antes de Vauban e antes de Sierre-Zinal. Sabe-se que Ruth Gitonga assumiu a liderança feminina depois de Vauban. Quem lidera o masculino hoje é desconhecido nas fontes públicas. Não publicamos pontuação atual porque ela não existe publicamente. sem dado público
  • Trofeo Kima e Matterhorn Ultraks · três divergências. O horário de largada do Kima não foi encontrado em nenhuma fonte. O limite de participantes aparece como 400 no site oficial e cerca de 420 no órgão organizador. O recorde feminino do percurso aparece como 7h30min38 numa fonte e 7h32min58 no site oficial — adotamos o oficial. E a página específica da prova Extreme do Ultraks exibe "sexta-feira, 23 de agosto", data impossível: 23 de agosto de 2026 é domingo. Adotamos sexta, 21 de agosto, que é o que diz a programação oficial e o calendário do circuito.
  • Oito provas de skyrunning correram sábado e domingo e não achamos um único resultado. Reino Unido, Áustria, Mongólia e Japão. O Marathon du Montcalm, nos Pirineus, também não publicou nada em cinco plataformas conferidas. Ponto cego declarado — não é que não houve prova, é que não há resultado publicado.
  • A coluna semanal de resultados do iRunFar não saiu (a mais recente segue sendo a de 10 de agosto), e o outro veículo de referência não publicou balanço do fim de semana. Os resultados norte-americanos desta edição vêm de uma revista especializada, fonte única, que registra a prova de Marin County em 16 de agosto no texto e em 15 de agosto na tabela. divergência de data na própria fonte
  • PICaPICA interrompida e Ultra Trail des Sources cancelada aparecem em fonte única, de veículo francês, dentro da matéria analítica citada acima. Registramos porque é contexto de calor e incêndio no verão europeu — mas não é apuração nossa.
  • Aba 3 · uma correção nossa, uma pendência encaminhada, dois itens removidos. A etapa de Roseira NÃO esgotou — na sexta levantamos o risco, e o risco não se concretizou: inscrições abertas. A 10ª etapa do Circuito ficou em Pindamonhangaba, com ressalva importante. Araçari Trail Fest e Eco Corridas saem da tabela: não há nenhuma fonte para 2026. E o encerramento de Jambeiro está confirmado, mas o motivo "esgotou no teto de 500" que publicamos não é confirmado pela página — foi dedução nossa. Detalhes na aba 3.
  • Sobre a numeração desta edição. A rotina que gera o jornal manda numerar por dias corridos desde 6 de agosto, o que daria nº 12. Mas o acervo do projeto tem cinco edições publicadas — 6, 7, 10, 12 e 14 de agosto — porque a cadência combinada é de três por semana. Mantemos a numeração sequencial do acervo: esta é a nº 6. Pular para 12 quebraria a série e sugeriria seis edições que não existem.
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Leitura na voz nativa do aparelho, em português do Brasil. Vozes femininas aparecem primeiro, marcadas com ♀. Ao trocar de voz, toca uma amostra. Narra o panorama do fim de semana, o estado dos circuitos, a ficha de ciência sobre calor e a agenda dos dez dias até Chamonix — cerca de quatorze minutos, acima da faixa habitual de seis a dez porque hoje o panorama divide espaço com uma ficha científica completa.

O fim de semana

Panorama · 15 e 16 de agosto

A maior prova de montanha do Brasil terminou sábado, e até agora não existe um resultado oficial

Cinco mil e oitocentos inscritos, sete distâncias, R$ 150 mil em premiação, selo de certificação anunciado e patrocínio novo de marca global. Três dias depois da última largada, a página de resultados da La Misión Brasil devolve erro 404 e o arquivo da cronometragem está parado no meio de sexta-feira, com 61 nomes classificados de 6.479 inscritos.

É a notícia da segunda-feira, e é uma notícia desconfortável. O evento que a própria organização apresenta como o mais importante do calendário nacional — e que anunciou estar alinhado aos padrões da World Athletics — encerrou no sábado sem publicar quem ganhou. Não é uma reclamação de horário: são três dias.

O que a cronometragem mostra, e o que ela não mostra

Tudo o que segue é parcial, de fonte única e sem homologação. O arquivo da plataforma de cronometragem está congelado em 14 de agosto às 12h22. Publicamos porque é o que existe, e marcamos exatamente o que é.

110 km · largada quinta, 13 de agosto, às 21h

Pos.AtletaTempo
1Fernando Rubén Mendieta14h28min33
2Rogério Silvestrin14h30min00

A conta fecha: largada às 21h mais 14h28 dá chegada às 11h28 de sexta, e a planilha parou às 12h22. É por isso que há dois nomes e não três. Não há terceiro colocado, não há vencedora feminina, não há número de finalizadores e não há taxa de DNF. Um minuto e vinte e sete segundos separaram os dois primeiros depois de 110 km e 6.378 m de desnível positivo — se o parcial se confirmar, foi uma das chegadas mais apertadas que a prova já teve.

Dois detalhes que dão contexto, e que não são o resultado: Mendieta venceu os 110K do Paraty Brazil by UTMB em 2025, em 11 horas. E Rogério Silvestrin é campeão brasileiro de Short Trail de 2026 — venceu os 32 km da Serra da Baitaca no Campeonato Brasileiro de março, em Quatro Barras, e foi convocado para o Sul-Americano da Bolívia em abril. O segundo lugar dele aqui não é acidente.

35 km · largada sexta, 14 de agosto, às 6h

Pos.MasculinoTempoFemininoTempo
1Ayslan Miragaia4h11min15Ana Paula Oliveira Silveira Peixoto dos Santos5h14min52
2Cléber Maraga4h22min49Ewelin Cristina Ribeiro de Mello5h22min01
3Caio Lima4h30min35Ana Paula sobrenome não registrado na planilha5h32min17

O pódio masculino está inteiramente dentro do corte da planilha e é sólido. A primeira colocada feminina chegou 18ª no geral. O corte da lista é 6h19min54, na posição 59 — então o feminino é provável, não fechado.

Das outras cinco distâncias — 80K, 55K, 25K, 15K e 7K — não há uma única linha processada. A plataforma responde "nenhuma classificação selecionada". Existe um segundo arquivo, chamado "ponto de verificação", com 1.982 registros, que não é resultado: são leituras de largada e de controle. Quase tudo nele é do 25K com "tempo" na faixa de 5h31, que é a hora do dia da leitura, não o tempo de prova. Quem publicar aquilo como resultado vai errar feio.

Para levar
A prova cresceu para 5.800 inscritos, atraiu The North Face como patrocinadora oficial — anúncio de 11 de agosto — e distribui R$ 150 mil em dinheiro. Publicar resultado é infraestrutura, e infraestrutura é a parte que ainda não acompanhou o crescimento. Para o atleta que precisa do tempo homologado para índice, inscrição ou patrocínio, três dias de silêncio custam caro.

A Muralha, no Rio, publicou o resultado no mesmo dia

O contraste é útil. A A Muralha Up and Down Marathon, disputada no domingo entre Visconde de Mauá e Penedo, com os 42,195 km exatos de maratona, tem resultado disponível — pela cronometradora, em fonte única e só com o top 5 de cada gênero.

Pos.MasculinoTempoFemininoTempo
1Ernani de Souza2h50min57Raphaelle Harvey3h27min32
2Jefferson Honorato Nogueira2h52min50Renata Salgado Gomes Pedreira3h41min18
3Tuik Dejairson de Lara3h04min53Talita de Oliveira Antunes3h49min21
4Renan Cesar Ribeiro Lima3h06min48Josiani Cristina Muzzo Ribeiro3h51min59
5Smayk Henrique dos Passos3h07min44Carolina Pereira Viana Fontoura Carius3h52min47

O tempo máximo do evento é 5h59min59. Em 2025 a prova teve 1.500 inscritos; para 2026 a organização projetou cerca de 5 mil pessoas na região. Sentido do percurso e total de finalizadores não confirmados — a página da cronometradora chama de "UP" e erra o estado de Visconde de Mauá. Ver checagem.

Uma prova do Sul, confirmada. Cinco sem resposta.

A Inspira Eco Run, em Marcelino Ramos (RS), no domingo, publicou resultado: no percurso longo, Luciano André Alflen em 2h06min42 e Cineli Vanni de Arruda em 2h36min37; no médio, Ronaldo Dal Moro em 1h15min46 e Sidineia Golfetto em 1h35min43; no curto, Lucas Favaretto em 24min59 e Mari Baldissera em 30min10. A plataforma nomeia os percursos como curto, médio e longo e não publica a quilometragem de cada um.

Das outras cinco que estavam na nossa agenda de sexta — Desafio dos Sertões (BA), TRAIL Desafio Brou (Mariana/MG), Trilhas & Montanhas de Nova Pádua (RS), Trail Series Pico do Jabre (PB) e Circuito de Santana do Riacho (Lapinha da Serra/MG) — não há resultado publicado, e em três delas não conseguimos nem confirmar que aconteceram na data anunciada. Registramos como ponto cego. E fica um alerta de nomenclatura que já quase nos fez errar: existem dois circuitos "Trilhas & Montanhas", um no Rio Grande do Sul e um em São Paulo, de organizadores diferentes. Não são o mesmo.

No mundo · o que sobrou de apurável

Quebec: um campeão sem tempo

A primeira edição do Boréalys Mont-Tremblant by UTMB reuniu cerca de 4.000 corredores e, segundo o comunicado oficial, 44 nacionalidades — um veículo canadense diz 22, e a divergência não se resolveu. A Odyssée 100K, de 81 km e cerca de 4.000 m D+, largou sábado às 5h.

Dany Racine venceu. É tudo o que se pode afirmar. Duas manchetes distintas da emissora pública canadense o chamam de campeão da primeira edição; o corpo das duas matérias está inacessível daqui, e a página de resultados ao vivo do circuito também. Não temos o tempo dele nem a confirmação de qual prova ele venceu, e não há um único pódio publicado das seis provas — Odyssée 100K, Relais 80K, Diable 20K, P'tite 5K, Tremblante 50K e Chutes-Croches 20K.

O elenco anunciado pela organização antes da prova trazia, no 100K, Elliot Cardin (índice 873), Paul Vanoostveen (782), Claudine Soucie (719) e Camille Girard (609); e no 50K, Elisa Morin (769) — campeã canadense de short trail de 2026 —, Eli Nixon (755), Valérie Arsenault (755) e Cyril Dujardin (741). O nome de Racine não está nessa lista. O que isso sugere é evidente; o que isso prova, nada.

Para levar
Um evento do maior circuito do mundo, com quatro mil corredores e inscrições esgotadas, terminou domingo e não tem pódio publicado em canal que a gente consiga ler. La Misión não é um caso isolado do Brasil — é um problema de modalidade.

Estados Unidos e Canadá: quatro provas com resultado completo

Fonte única, de revista especializada, publicada hoje. É o material mais bem documentado do fim de semana em todo o mundo.

ProvaLocalVencedorVencedoraFinalizadores
Squamish 50 · 50 milhasSquamish, BC (Canadá)Eric Thompson · 7h50min54Liz MacDonald · 8h56min50233
Tamalpa Headlands 50KMarin County, CalifórniaSpencer Ferguson-Dryden · 3h50min57Sylvie Abel · 4h30min55259
Mid Mountain 50KPark City, UtahBraden Perry · 3h54min11Elizabeth O'Connor · 4h10min30
recorde do percurso
216 de 229
Marquette Trail 50 · 50 kmMarquette, MichiganTyler Morey · 4h28min59Kristen Monahan · 5h04min40297

A própria fonte registra a prova de Marin County em 16 de agosto no texto e em 15 de agosto na tabela — ver checagem. Dois detalhes de leitura: no Mid Mountain 50K a vencedora bateu o recorde do percurso, e no Tamalpa Headlands 50K a diferença entre o campeão e a campeã foi de 40 minutos em 50 km.

Três FKTs verificados, e um pé na Appalachian Trail

Da plataforma de referência, com verificação registrada: Kalie McCrystal fez o Matterhorn, na fronteira Suíça-Itália, em 6h47min33 em 14 de agosto. Fiona O'Brien fechou o GR75, o Tour de Paris, em 5h06min21. E Geert van Nispen completou o Caminho de Santiago em Portugal em 2 dias, 14h07min12.

E há uma tentativa em curso que vale acompanhar: John Kelly está na Appalachian Trail desde 11 de agosto, no sentido sul desde o Katahdin, em estilo assistido, com rastreamento ao vivo. Não é resultado — é tentativa em andamento. São 3.500 km. Se ele mantiver, a pauta vai durar semanas.

Os circuitos · o que mudou

Golden Trail: o líder que abandonou e continua líder

Depois de Sierre-Zinal, em 8 de agosto, a classificação geral está assim: Mădălina Florea lidera o feminino com 872 pontos, contra 614 de Caroline Kimutai — uma vantagem de 258 pontos. No masculino, Elhousine Elazzaoui segue líder com 824 pontos, seguido de Philemon Kiriago com 648.

O detalhe que explica o formato: Elazzaoui abandonou Sierre-Zinal e não perdeu a liderança. Contam os três melhores resultados mais a Grande Final — então um DNF numa etapa isolada não pune quem já tem três boas. Vale entender isso antes de olhar uma tabela do circuito e concluir quem está em forma.

O circuito para agora até 20 de setembro, quando vai ao Japão para o Myoko Trail, de 23,6 km e 1.935 m D+. Depois, Jinshanling na Muralha da China em 27 de setembro e a Grande Final em Muju, na Coreia do Sul, em 24 de outubro. Em 2026 a premiação total subiu 45%, para € 435 mil, com € 30 mil para cada vencedor do geral, e o prólogo da final foi eliminado — a temporada se decide em corrida única.

Skyrunner: o fim de semana mais técnico do ano, em dois dias seguidos

O circuito chega ao seu par de etapas mais duras. Matterhorn Ultraks Extreme, em Zermatt, na sexta, 21 de agosto, e Trofeo Kima, no Val Masino italiano, no sábado, 22. Ambas esgotadas.

ProvaDiaDistância · D+Detalhe
Matterhorn Ultraks Extreme
etapa 13
sex 21/08 · 8h26 km · 3.066 mBarreira final às 16h. Exige experiência comprovada de montanhismo e altitude. Material obrigatório: corta-vento, micro spikes e manta de emergência. Apresentação de elite na quinta, 20/08, às 18h30.
Trofeo Kima
etapa 14 · 23ª edição
sáb 22/08
horário não confirmado
52 km · 4.200 m de subidaSete passos de montanha, cota máxima no Passo Cameraccio, 2.950 m, com cordas fixas e cristas expostas. Teto de 400 atletas. Recordes: Finlay Wild 6h05min54 e 7h32min58 no feminino.
Duas mudanças de regra no Kima que quase não foram noticiadas. (1) Capacete passou a ser obrigatório nos trechos técnicos — na prova principal, de Predarossa aos Bagni di Masino. (2) As barreiras horárias femininas ganharam 30 minutos em relação às masculinas, decisão da organização por segurança em terreno técnico. É uma das raras vezes em que um evento de montanha diferencia tempo-limite por sexo com justificativa explícita de segurança, e merece acompanhamento — tanto pelo mérito quanto pela discussão que vai gerar.

Na classificação, José Manuel Quispe (PER) lidera o masculino com 578 pontos, à frente de Frédéric Tranchand (363) e Morgan Elliott (360). No feminino, Amanda Nilsson (SUE) lidera com 431, seguida de Patricia Pineda (345), Svetlana Nurmukhametova (343) e Rosalia Zegarra (343). Números atualizados pelo circuito em 8 de agosto.

Detalhe do formato 2026: sete etapas são RED e valem 1,5× pontos. Para constar no ranking é preciso completar quatro corridas mais a final; contam os quatro melhores resultados mais a final, que vale . No mínimo uma RED é obrigatória e no máximo duas contam.

WMRA: a classificação da Copa do Mundo está publicamente desatualizada

Isso é, em si, o achado. Os últimos pontos divulgados pela entidade são de 14 de julho — antes da etapa de Vauban e antes de Sierre-Zinal. Naquele momento, Joyce Muthoni Njeru liderava o feminino com 262 pontos e Richard Omaya Atuya o masculino com 136.

Depois disso, sabe-se que Ruth Mwihaki Gitonga assumiu a liderança feminina ao vencer a prova Classic em Vauban, em julho. Quem lidera o masculino hoje é desconhecido nas fontes públicas — a página da Copa do Mundo não exibe a tabela. Não vamos publicar pontuação que não existe.

A Copa volta em 4 a 6 de setembro, em Casto, na Itália: Vertical Nasego no sábado, 5 de setembro, 3,7 km e 1.000 m D+ do centro de Casto ao cume da Corna di Savallo; e Trofeo Nasego no domingo, 6, cerca de 21,4 km e 1.330 m D+. Já anunciados: Patrick Kipngeno, campeão e recordista do Trofeo, Philemon Kiriago, campeão mundial em título, e Andrea Elia, tricampeão italiano de vertical.

Ciência aplicada · ficha 08 · calor

Aclimatação ao calor · meta-regressão bayesiana de 211 estudos

Oito exposições, noventa minutos, quarenta graus — e uma expectativa realista de 3%, não de 49%

A ficha desta semana entra fora do turno porque o assunto está em cima da mesa duas vezes: Chamonix vem de onda de calor e agora esfria de repente, e o Brasil entra na temporada quente com provas de outubro a março. É também a primeira ficha do acervo que traz uma dose-resposta: quantas sessões, de quanto tempo, a quantos graus.

A pergunta

As características do protocolo de aclimatação ao calor — número de exposições, duração de cada uma, temperatura ambiente, umidade e método — mudam o tamanho da adaptação e o desempenho no calor? E quanto muda por unidade a mais de cada coisa?

Quem foi testado. Não é um estudo, é uma síntese quantitativa: 211 artigos agregados em modelos de regressão bayesiana multinível, publicados em Comprehensive Physiology por McDonald e colaboradores em 2025. Os protocolos médios da literatura: 8 ± 4 exposições, 90 ± 36 min por exposição, 39,1 ± 4,8 °C e 2,78 ± 0,83 kPa de pressão de vapor de água. Os resultados vêm como média posterior e intervalo de credibilidade de 90% — que não é a mesma coisa que intervalo de confiança, e vale saber ao citar.

Os números

DesfechoEfeito da aclimataçãoIC 90%
FC de repouso−5 bpm−7 a −3
FC no fim do exercício−17 bpm−19 a −14
Temperatura central de repouso−0,19 °C−0,23 a −0,14
Temperatura central no fim do exercício−0,43 °C−0,48 a −0,36
Volume plasmático+5,6%+3,8 a +7,0
Taxa metabólica no exercício−87 ml/min−126 a −49
Taxa de sudorese corporal+163 ml/h+94 a +226
Tempo até a exaustão+49%+35 a +61
Tempo em teste incremental+14%+7 a +24
Desempenho em contrarrelógio+3,1%+1,8 a +4,5

A dose-resposta — a parte que serve para prescrever

Limitações e o que a síntese NÃO prova — leia antes de prescrever

  1. O +49% no tempo até a exaustão é o número mais citado e o mais enganoso. Tempo até a exaustão é medida de laboratório com viés de amplificação conhecido: pequenas melhoras fisiológicas produzem ganhos percentuais enormes. A medida que se parece com prova é o contrarrelógio, e ali o ganho é de 3,1%. Prometa 3%, não 49%.
  2. É meta-regressão de estudos heterogêneos, não um ensaio randomizado único. Junta ciclismo e corrida, laboratório e campo, protocolos ativos e passivos.
  3. Nada é específico de montanha. Não há recorte de trail, de subida longa, de descida ou de ultra. O calor de uma prova de montanha vem com radiação solar, exposição variável, altitude e ritmo intermitente — nenhuma dessas variáveis está modelada aqui.
  4. A amostra da literatura é majoritariamente masculina, e há sinal contrário no dado feminino disponível (ver abaixo).
  5. Não mede decaimento. Quanto tempo a adaptação dura depois que a exposição para não é objeto deste modelo.

O contraponto que precisa vir junto: em mulheres treinadas, aclimatou e não transferiu

Um trabalho de Lucernoni e colaboradores, apresentado em 2026, randomizou 24 corredoras treinadas por bloco de VO₂máx em grupo controle e grupo de aclimatação mista — duas sessões ativas e duas passivas por semana, por três semanas, com corrida a 70% do VO₂máx em temperatura progressiva de 38, 40 e 42 °C e imersão em água a 41 °C.

A aclimatação funcionou: temperatura central de pico caiu 0,3 °C, FC de pico caiu 5,9 bpm, sudorese subiu 0,1 L. E a resiliência não melhorou. Resiliência aqui é a queda da velocidade crítica depois de um esforço fatigante: −6,0% no controle contra −0,8% no grupo aclimatado, com p = 0,16. Diferença numérica grande, sem significância — amostra de 12 por grupo.

Atenção ao status desta fonte
É resumo de congresso, apresentado no American Physiology Summit de 2026, e o próprio veículo informa que o corpo editorial não participou da revisão por pares. Não tem o mesmo peso da meta-regressão. Entra aqui porque é o dado feminino disponível e porque aponta na direção contrária — e uma ficha que só mostra o que confirma a tese não serve para prescrever.

Aplicação prática · protocolo pronto

  1. Bloco de indução: 8 a 10 exposições, em dias consecutivos ou quase, de 60 a 90 min cada, em ambiente de 38 a 40 °C. Abaixo de 6 exposições a adaptação é incompleta.
  2. Método: o que der para fazer. Hipertermia controlada e carga constante empatam. Correr com roupa extra, em horário quente, ou em esteira em ambiente fechado, resolve.
  3. Intensidade baixa. Os protocolos da literatura ficam em torno de 60 a 70% do VO₂máx. O estímulo é térmico, não é sessão de qualidade — e contabilizar como se fosse vai estourar a carga do aluno.
  4. Manutenção: 1 a 2 sessões por semana depois do bloco. Há evidência de que o VO₂máx se mantém com treino térmico intermitente nessa frequência.
  5. Alternativa passiva para quem não pode perder qualidade de treino: sauna ou imersão em água quente depois da sessão de corrida, nunca em vez dela — mínimo de 30 min por exposição, em dias consecutivos. Cinco semanas de imersão em água a 40 °C ou mais, cinco vezes por semana, 45 min, produziram em corredores bem treinados +33 g de massa de hemoglobina, +284 ml de volume sanguíneo e +2,7 ml/kg/min de VO₂máx.
  6. Refaça o plano de líquido. Se a sudorese sobe cerca de 163 ml/h, o plano de hidratação de prova quente do aluno está subdimensionado — e a regra da ficha 06, de 150 a 200 ml por cada 30 g de carboidrato, passa a ser piso, não teto.
  7. Janela: fechar o bloco de indução de 7 a 10 dias antes da prova, para não somar carga térmica com afunilamento.

Em quem NÃO se aplica

  • Atleta em bloco de descida (fichas 01 e 02) ou em pico de volume. Somar carga térmica a dano muscular excêntrico é a receita mais rápida de encalhar o aluno.
  • Histórico de doença do calor — exaustão ou insolação prévias exigem liberação médica, não planilha.
  • Baixa disponibilidade energética (ficha 07). A expansão plasmática dilui a hemoglobina e pode mascarar anemia num hemograma feito no meio do bloco. E o atleta em déficit paga a carga sem colher a adaptação.
  • Adolescentes e atletas sem base de hidratação e reposição de sódio estabelecida.
  • Nas duas semanas finais antes da prova-alvo, se o bloco ainda não foi feito. Não dá para recuperar o tempo perdido no polimento.
"Calor se treina como se treina subida: com dose, com repetição e com paciência. Umas oito a dez sessões de uma hora no quente e o seu corpo passa a suar mais cedo, suar mais, e trabalhar com o coração mais baixo e a temperatura mais baixa. Só não espere milagre no cronômetro: o ganho real numa prova é de uns três por cento. Três por cento numa prova de dez horas são dezoito minutos — isso é muito. O que não existe é o cinquenta por cento que às vezes se lê por aí." Como explicar pro aluno
Conexão com o acervo. Com a ficha 05, o encaixe é direto: há evidência de que a aclimatação eleva o VO₂ e a velocidade no primeiro limiar ventilatório — ou seja, mexe justamente no teto que a ficha 05 identificou como o limite de um ultra de montanha. Com a ficha 06, muda o plano de líquido, como descrito acima. Com a ficha 07, é contraindicação. E com as fichas 01 e 02, é sequenciamento: bloco de calor e bloco de descida não se sobrepõem. Ficha arquivada hoje no acervo científico do projeto.

Agenda · os dez dias até Chamonix

A semana começa vazia e acaba com quatro coisas grandes ao mesmo tempo. De hoje até domingo não há prova relevante em nenhum lugar; de sexta em diante, tudo de uma vez — e no dia 24 abre Chamonix.

Mundo

DataProvaOndeO que é
18 e 20/08Abre a inscrição do Ultra Trail Chattanooga by UTMBTennessee (EUA) · prova em junho de 2027Prioritária amanhã, 18/08, às 12h EST; geral em 20/08, 12h EST. fuso escrito como EST na página oficial — confira antes de sentar no computador
19 a 23/08Grand Raid des PyrénéesVielle-Aure, Saint-Lary, Piau (França)Oito provas, de 40 a 160 km. Ultra solo e revezamento largam sexta, 21/08, às 5h; Tour des Lacs no sábado às 5h; Moudang, Bastan e Géla na quinta.
21/08Matterhorn Ultraks Extreme · Skyrunner etapa 13Zermatt (Suíça)26 km · 3.066 m · largada 8h · barreira 16h · micro spikes obrigatórios
21 a 23/08Ultra Trail Whistler by UTMBWhistler, BC (Canadá)100K (5.100 m · 3 Stones) e 50K (3.200 m · 2 Stones) no sábado às 5h; 25K às 8h e 10K às 9h no domingo. Não há 100 milhas em 2026.
22/08Trofeo Kima · Skyrunner etapa 14Val Masino (Itália)52 km · 4.200 m de subida · sete passos · cordas fixas · capacete obrigatório horário não confirmado
22/08 · 4hLeadville Trail 100 RunLeadville, Colorado (EUA)100 milhas · 4.131 m de ganho · cota máxima 3.810 m no Hope Pass · barreira de 30h. Percurso alterado por incêndio — ver abaixo.
24 a 30/08HOKA UTMB Mont-Blanc · as FinaisChamonix (França)PTL e MCC na segunda, TDS na segunda à noite, YCC e ETC na terça, OCC na quinta, CCC e UTMB na sexta, 28

Leadville sem Powerline: o incêndio cortou três das seções mais conhecidas da prova

O guia oficial da prova confirma percurso modificado por causa do Willow Fire. Os atletas seguem a oeste pela Harrison Avenue normalmente e contornam o Turquoise Lake, voltando a leste ao redor do lago, evitando as áreas afetadas pelo fogo.

O que sai do percurso: Hagerman Pass Road, Sugarloaf Mountain e a Powerline. Para quem não conhece a prova, a Powerline é a subida de volta, no fim, no escuro, que define o Leadville no imaginário da modalidade. Sem ela, os tempos de 2026 não são comparáveis com nada. Os recordes vigentes — David Roche em 15h12min30 e Anne Flower em 17h58min19, ambos de 2025, em fonte única — não estão em jogo neste sábado, porque o percurso é outro.

Nenhuma lista de largada foi publicada, então não há nome de inscrito a citar.

Para levar
Terceiro fim de semana consecutivo em que fogo mexe no calendário da América do Norte. Antes foram quatro provas canceladas; agora é a prova mais famosa do país correndo em traçado de emergência. Se você planeja prova no hemisfério norte entre julho e setembro, percurso alterado por incêndio já é cenário-base, não exceção.

Chamonix: quem vem, quem não vem, e o tempo virando

Os favoritos por UTMB Index, conforme a lista oficial divulgada em 13 de agosto:

UTMB masculinoUTMB feminino
Jim Walmsley (EUA)967Courtney Dauwalter (EUA)859
Kilian Jornet (ESP)948Riley Brady (EUA)826
Ben Dhiman (EUA)946Ruth Croft (NZL)823
Caleb Olson (EUA)946Fuzhao Xiang (CHN)823
Hannes Namberger (ALE)941Sunmaya Budha (NEP)814
Vincent Bouillard (FRA)941Abby Hall (EUA)808
Jonathan Albon (GBR)939Blandine L'Hirondel (FRA)807

Na CCC, Cristian Minoggio lidera o índice masculino com 944; no feminino aparecem Jennifer Lichter, Miao Yao, Yngvild Kaspersen, Caitlin Fielder e Gemma Hillier-Moses. Na OCC, Tove Alexandersson lidera o feminino com 859, e entre os homens estão Rémi Bonnet, Francesco Puppi e Frédéric Tranchand.

As ausências, consolidadas: Tom Evans, campeão de 2025 — 19h18min58 —, não defende o título; Katie Schide, bicampeã e recordista, fora por fascite plantar persistente e dor de origem nervosa; François D'Haene, tetracampeão, que priorizou o recorde do GR20 em 9 de julho, em 29h46min20; Mathieu Blanchard, lesionado; Camille Bruyas, vice-campeã de 2025, por gravidez; e Martyna Młynarczyk, campeã da CCC de 2025, que não defende o título.

O tempo. Uma fonte, publicada hoje, e só tendência: temperaturas em queda, chuva possível, risco de trovoada e ambiente bem mais fresco em altitude do que na onda de calor das últimas semanas. Para 24 de agosto — MCC, TDS e PTL — a estimativa é de 12 a 17 °C. Para CCC e UTMB, em 28 de agosto, não há previsão: só fica confiável de 24 a 72 horas antes.

E não escreva que o UTMB pode ser cancelado. Circula desde ontem uma análise sobre "a ameaça de cancelamento". Nenhum dirigente declarou nada. O texto examina a cláusula do regulamento que permite adiar, neutralizar, alterar ou cancelar por força maior, cita precedentes de 2010, 2011 e 2012, e usa como contexto o verão de calor e incêndios — com a PICaPICA interrompida em prova no fim de semana e a Ultra Trail des Sources cancelada para 22 e 23 de agosto, ambas em fonte única. É análise de risco, não decisão. A área de imprensa do UTMB não publicou nada desde 13 de agosto.

Brasil

Semana curta e sem nada grande. O calendário nacional reabre no sábado, 23 de agosto, com duas provas em São Paulo, e a próxima data de peso é 6 e 7 de setembro, em Paranapiacaba.

DataProvaOndeDistânciasInscrição
23/08Mountain Do Campos do JordãoCampos do Jordão (SP) · Praça Pinho Bravo20 · 10 · 5 kmabertas a partir de R$ 295 à vista
23/08Circuito Trilhas & Montanhas SP · 7ª etapa JambeiroJambeiro (SP)13 · 5,5 km · caminhadaencerradas
28–29/08XTERRA Serra do MarSão Bernardo do Campo (SP)Trail 21 · 10 km · Open 5 km · Uphill 5 kmabertas preço não publicado

Aparecem em agregador para 23 e 28 de agosto, na região, sem página própria conferida: Corrida de Montanha Resende (RJ), Adventure Camp Outlet Premium (SP) e CS Training Camp Serra dos Órgãos em Petrópolis. não verificadas em fonte primária

Em uma linha cada

Chattanooga abre amanhã, e o perfil surpreende. O 100K do novo evento americano do circuito tem 2.436 m D+ em 100 km — cerca de um quarto do desnível da CCC (6.050 m) em distância praticamente igual. O 50K tem 1.163 m em 50,5 km, e o 20K tem 410 m. É trilha rápida e corrível dos Apalaches, não prova alpina. Para quem quer 3 Running Stones com desgaste baixo, é hoje a porta mais barata em esforço do circuito. Inscrição prioritária 18/08 e geral 20/08, prova em 4 a 6 de junho de 2027.

A ITRA está no ar — e calada há dezesseis meses. Corrigimos a informação de sexta: o site abre normalmente. O achado real é que a área de notícias não publica nada desde 16 de abril de 2025. Num ano em que o UTMB reformulou o Index, a Golden Trail e a Skyrunner mudaram formato de temporada e a WMRA reforçou o antidoping, o órgão que se apresenta como referência global da modalidade não publicou uma linha. Isso é pauta.

O selo ouro da CBAt na La Misión não tem respaldo em publicação da confederação. Retificamos: a afirmação é da organização do evento. A CBAt não publicou nada sobre a prova, e o normativo público do Permit CBAt descreve o selo dentro de "Corridas de Rua", regido pela Norma 7, que trata de corridas de rua e ultramaratonas. Pendente de confirmação na fonte.

Nenhum caso novo de doping, nenhuma mudança de regra, nenhum contrato. A varredura em UTMB, ITRA, WMRA, World Athletics, Golden Trail e Skyrunner entre 14 e 17 de agosto não encontrou nada novo. O que aparece em busca é de outras modalidades ou de meses anteriores.

Cuidado com uma matéria que vai reaparecer. Circula um texto sobre "recorde de inscritos e 39 países" no Paraty Brazil by UTMB. É de setembro de 2025, sobre a edição de 2025. Não é dado de 2026. Para 2026 não há lista de elite nem número de inscritos divulgado — e as seis provas seguem com inscrição aberta e 10% de desconto por tempo limitado.

Quarta-feira · ciência aplicada, se houver estudo que valha uma ficha nova; se não, panorama curto de Whistler, Ultraks e Kima, e a antevéspera de Chamonix.